A universidade é um local de formação profissional e cidadã com um compromisso social. Compreende-se este compromisso na responsabilidade desta em articular saberes e conhecimentos de forma a possibilitar o desenvolvimento de habilidades e competências, nas distintas áreas de atuação científica, cultural e profissional.
Assim, conservar o conhecimento já construído e implementá-lo em procedimentos de aprendizagem, responde ao caráter, em parte, técnico da formação universitária. O motivo desta parcialidade pode ser demonstrado na constatação de que a vivência universitária seja formalizada muitas vezes sem o caráter político e critico que proporciona a renovação de velhos saberes e a construção de uma nova pratica social. Desta modo, saber lidar com o que já existe nas produções científica, culturais e políticas a partir do contexto universitário é, em nosso entendimento, prioritário para articular as demandas atuais, a fim de produzir novas referencias para a vida nacional.
Nessa direção marcamos a necessidade de problematizar o desafio político da universidade, sua construção sócio histórica e econômica, esferas que a colocam numa perspectiva para além de ações tecnicista e voltada para o mercado de trabalho. É o tempo de complementar a formação ofertada pela universidade na direção de outros eixos dentro da pluralidade do homem: a saber, alicerçar a educação superior na emancipação intelectual de cada estudante com os demais contextos humanos.
A partir das contribuições do olhar sobre a singularidade e pluralidade de cada ser humano, viver a universidade possibilita a cada estudante universitário, em um certo momento, entender que a educação numa sala não deve seguir uma lógica de massificação de conteúdos, mas busca a construção processual nas relações entre os professores, os estudantes, toda a comunidade academica e a sociedade, para ponderar a atualidade. Saber utilizar a riqueza de experiências e as potencialidades de cada, pode vir a ser uma forma de implicá-los neste processo de compromisso social da universidade brasileira.
Um projeto de pais para o nosso Brasil tem que instituir uma reforma na Educação de base e superior como alicerces fundamentais para o desenvolvimento de nossa sociedade. Não podendo esperar que essa reforma comece no nível básico, onde o ciclo educacional se inicia, mas em todos os níveis de forma paralela.
Para reformar nossa universidade devemos estruturá-la de forma a percebe sua importância e necessidade nos dias atuais, tendo em vista que os estudantes que chegam a esse nível passam por um deficitário sistema de ensino fundamental e médio é necessário dar suporte por um modelo que se encaixe como de transição, enquanto os outros níveis não alcançar essas mudanças.
A educação tem como meta formar pessoas "capazes de compreender a sua realidade e organizar-se com seus pares para nela intervir, tendo recursos próprios capazes de corresponder aos embates e questões que lhes sejam propostas, num lúcido exercício de cidadania." (Ribeiro, 1995) Sendo, esse um alicerce possível para nortear a edificação da Universidade como implicada no desenvolvimento social.
Temos a Universidade como instituição social responsável pelo processo de reconstrução continua do conhecimento, dando condições de toda a população ter acesso ao saber historicamente produzido pelo homem. Sendo, mais do que um local de produção de conhecimento e divulgação cultural, mas um instrumento de transformação social. Permite que coexista "o pluralismo ideológico; a liberdade de pensamento; criticando instituições, instituídos e sistemas políticos".
Existe ainda a necessidade de articular a vida comunitária, a realidade local, no processo educacional, resgatando a cultura e suas manifestações, como o fazer cotidiano para dentro das "muralhas do saber" do ensino superior. Superando essas barreiras podemos conhecer em diferentes perspectivas a sociedade para poder construir saberes e ferramentas que venha a agregar melhorias na qualidade de vida da população, cumprindo a dimensão de responsabilidade social dessa instituição.
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