sexta-feira, 8 de junho de 2012

MANIFESTO DE FUNDAÇÃO DA VIRAMUNDO


MANIFESTO DE FUNDAÇÃO DA VIRAMUNDO

Virar o mundo. Virar a Universidade. Virar o Movimento. Virar toda e qualquer relação desigual e opressora. Por isso estamos aqui. Um novo campo. Novas idéias. Surgimos a partir de uma reflexão sobre questões que dizem respeito à vida de nosso País, de nossa Nação. Virar a Educação pra virar mais Nação. Menos desigual e mais saudável. Sem exploração do povo e da natureza.

Somos um movimento de cidadãos. Jovens que acreditam na intervenção política pra virar a forma de fazer movimento. Não pretendemos o monopólio do que defendemos e sabemos que em torno de nossas bandeiras encontraremos aliados, em outros movimentos e na sociedade em geral, acreditamos, porém, que nossa constituição e atuação trarão contribuição nessa luta.

Integramos ainda um bloco social e político maior que luta contra a opressão, a desigualdade, a fome, a miséria, a prepotência das elites, a corrupção, o atraso cultural e outros resquícios do autoritarismo. Somos parte integrante de um campo político internacional: os jovens verdes, presentes em mais de uma centena de países ao redor do planeta, que travam diariamente a luta pela ecologia e formas alternativas de desenvolvimento.

Para virar o mundo nossa ação possui doze valores essenciais que direcionam a forma de fazer movimento:

1. O Saber: O investimento no conhecimento como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século. Erradicação do analfabetismo, educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida. Prioridade ao ensino básico, garantia de escola pública, gratuita e de qualidade para todos.

2. A Sustentabilidade: A preservação do meio ambiente, o ecodesenvolvimento, a reciclagem e a recuperação ambiental permanente.

3. A Cidadania: O respeito aos direitos humanos, o pluralismo, a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.

4. A Democracia: O exercício da democracia representativa, através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalizado, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta, sobretudo em âmbito local, através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.

5. A Justiça Social: Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos. O poder público como regulador do mercado protegendo os mais fracos e necessitados, garantindo o acesso a terra e promovendo a redistribuição da renda através de mecanismos tributários e investimento público.

6. A Liberdade: A liberdade de expressão política, criação artística, expressão cultural e informação; o direito à privacidade; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo; a autonomia e a iniciativa privada, no âmbito econômico.

7. O Poder Local: O fortalecimento cada vez maior do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade. Para transformar globalmente é preciso agir localmente.

8. A Espiritualidade: A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação ao livre arbítrio de cada um.

9. O Pacifismo: O desarmamento planetário e local, a busca da paz e o compromisso com a não violência e a defesa da vida.

10. O Multiculturalismo: A diversidade, a troca e a integração cultural, étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica. Preservação do Patrimônio Cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial, cultural, etária ou de orientação sexual.

11. O Internacionalismo: A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo, etnocentrismo, xenofobia, integrismo religioso, racismo e do neofascismo a serem enfrentados em escala planetária, assim como as agressões ambientais de efeito global.

12. A Cidadania Feminina: A questão masculino/feminino deve ser entendida de forma democrática, avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos, nos diversos setores da sociedade, visando a uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar, como integrantes do sistema social, mudanças e transformações internas que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo. Maior poder, maior participação e maior afirmação da mulher e dos valores e sensibilidade feminina, além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica.

Pra virar esse mundo é só querer. Ta na hora. É agora. Vem também você.

virar : do Latim  vibrare, combinado com gyrare do Grego gyros, volta.

v. tr.: mudar, por meio de um movimento em linha curva, a direção ou a posição de; pôr uma coisa no sentido oposto; pôr do avesso; dobrar; dar a volta; converter; transformar.
v. int.: mudar de direção; voltar-se para; insurgir-se; defrontar.
fig.: mudar de opinião ou de sistema.

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