Socioambiental
Expressão que vem sendo cada vez mais usada, enfatiza a articulação entre as dimensões social e ambiental e aponta para a impossibilidade de separação na abordagem entre ambas. Não há social sem ambiental, nem ambiental sem social, ambos se complementam e se interagem mutuamente.
Temática / Agenda Ambiental
Trata-se de um campo que envolve uma série de áreas e temas que vão além do meio ambiente naturalizado e que pressupõe visão integradora. A área ambiental não é apenas
sinônimo de natureza, mas é muito mais do que isso. Envolve as dimensões social, econômica, cultural, política, ética, dentre outras, e cada vez mais é incorporada junto aos diferentes segmentos da sociedade (governos, empresas, ONGs, associações, mídia etc.). Essa área é enxergada sob diversas óticas, havendo inúmeras percepções por parte desses segmentos, muitas delas contraditórias e conflitantes.
Juventudes
Há diversas percepções sobre o termo juventude. Alguns confundem juventude com criança e adolescente, outros consideram que são jovens todos aqueles que se consideram como tal, e aí por diante. Utilizaremos aqui como referência a faixa etária de 15 a 29 anos que é a usada para a implementação de políticas públicas no Brasil. Repare que há muita diferença entre jovens com 15 ou 16 anos de jovens com 28 ou 29 anos, se é urbano ou rural: fases de vida distintas, percepções e concepções diferenciadas, disposição e energia de atuação variadas etc. Recentemente no Brasil tem-se enfatizado a utilização do termo no plural – juventudes – como forma de assumir que o termo é plural, que há inúmeros movimentos de juventude, com temas de interesse, estratégias de atuação e formas de organização diferentes entre si.
Política
É a prática do diálogo acerca de assuntos comuns tendo em vista o alcance de objetivos pela cooperação. Alguns dizem que política é a arte do possível, mas é importante perceber que falar de política é muito mais amplo do que falar de partidos políticos e de eleições. Passa por assumirmos que somos pessoas “não-neutras” no mundo e que nos posicionamos politicamente, de maneira clara ou sem perceber, o tempo todo. Fazemos isso quando escolhemos determinado produto como consumidores que somos; quando estamos envolvidos em ações de engajamento social e em muitas outras situações.
Jovem Educa Jovem
Assume-se claramente o papel protagônico dos jovens, como sujeitos sociais que atuam e intervêm no momento presente e não num futuro próximo como muitos argumentam. Assume-se, então, que o processo educacional pode e deve ser construído a partir das experiências dos próprios jovens, por meio de Comunidades de Aprendizagem. Esse conceito representa nada mais do que um determinado grupo de pessoas, no caso o próprio núcleo da JPV, assumindo-se enquanto uma comunidade que atua aprendendo e que aprende atuando, sem necessariamente depender de agentes externos para tutorar ou conduzir esse processo.
Jovem Escolhe Jovem
Demarca-se que são os próprios jovens os mais indicados para tomarem decisões relativas a processos de escolha, sem a interferência de indivíduos e/ou organizações do chamado mundo adulto. O princípio do Jovem Escolhe Jovem é um bom exemplo de exercício cotidiano do espírito protagônico, que coloca o jovem no centro da tomada de decisão, a qual é feita pelos próprios jovens e não por terceiros. Para esse princípio ser exercitado na prática, ele requer que os jovens experimentem, nas suas práticas, maturidade e capacidade de demonstração de que são capazes de realizar, de implementar, de agir, de construir, de fazer acontecer, de executar seus projetos de interesse.
Uma Geração Aprende com a Outra
Toda atuação social, e a causa à qual ela se remete, encontram-se dentro de um processo histórico. Quem embarca em algum engajamento em prol da vida, do planeta, da humanidade sempre está de alguma maneira dando continuidade a um processo acumulado ao longo de anos por diversas outras pessoas. Os novos participantes trazem sempre novas idéias, conhecimentos, percepções, que inovam esse processo; enquanto os antigos possuem um acúmulo de experiências que é fundamental, especialmente para que os que chegam não precisem reinventar a roda. Pensando assim, as diferentes gerações têm sempre algo a ensinar e a aprender, e esse diálogo é um aspecto fundamental para fortalecer os movimentos em prol do meio ambiente e quaisquer outras causas.
Políticas Públicas
Conjunto de decisões que orientam ações na esfera pública visando a determinado fim, tendo o Estado como agente executor. Com o desenvolvimento da Democracia, as políticas públicas tendem a ser compartilhadas em sua formulação e execução com atores da sociedade civil, tornando-as mais qualificadas e sustentáveis, sem eximir o Estado de sua responsabilidade.
Mobilizar
É convocar vontades para atuar na busca de um propósito comum, sob a interpretação e um sentido também compartilhados. Mobilizar, então, é, antes de tudo, um ato de liberdade. É também um ato de paixão e de precisão. Não se convoca para qualquer coisa vaga e não se faz de maneira isolada, mas sim compartilhada. Sendo assim, é também um ato de comunicação (Bernardo Toro).
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